Me cansei dos teus desenganos Não entendo a tua fala Nossa casa está vazia Hoje à noite é o meu dia Nossa vida virou novela E eu não sou nenhum personagem Que se enquadre em teus delírios Quero andar nas ruas e sentir frio No calor, quero estar sozinho...
Me cansei das tuas mentiras Eu não quero esse dia-a-dia Não consigo fazer promessas Tenho apenas o que me resta O teu jeito não me abala Não me sinto bem no teu jogo Vou voar mais alto que as nuvens Entender de vez esse meu vazio Te encontrar prá não ser sozinho...
Tudo é sempre a mesma coisa O mesmo jeito, toda vez Tudo é muito relativo E a distância já nos fez Somos serra e litoral Nosso final é simples Tchau!
Mais um texto que resolvi republicar, pois tem a ver com o anterior. Este foi escrito em abril de 2010.
SER CADEIRANTE OU ESTAR CADEIRANTE...
A meu ver, existe uma diferença entre ser cadeirante e estar cadeirante.
E antes que passe pela cabeça de alguém me criticar pelo que vou escrever aqui, me chamando de derrotista, pessimista ou coisa parecida, vou logo dizendo que é a minha opinião pessoal, e o que vale para mim pode não valer para as outras pessoas e vice-versa.
Para mim, estar cadeirante significa passar uma temporada na cadeira de rodas. Essa temporada pode variar de alguns dias até alguns anos, dependendo da origem do problema. Mas independente do tempo, cedo ou tarde essa pessoa vai voltar a andar.
Eu sou cadeirante. Há dez anos. Essa é a minha realidade, e é baseado nela que eu toco minha vida. O que aconteceu comigo foi algo sério, grave, e apesar de todos os avanços da medicina, ainda não existe uma cura.
Com frequência recebo notícias de lesados medulares voltando a terem sensibilidade, e até dando alguns passos. É animador e traz esperança. Por enquanto é apenas isso, o que já é muito, pois esperança é algo fundamental na vida de qualquer pessoa, cadeirante ou não.
O fato é que a maior das limitações não está no físico, e sim no psicológico. Ser cadeirante não significa ser incapaz. Muito pelo contrário. Se deixamos de fazer algumas coisas, nos descobrimos capazes de fazer outras tantas. É apenas questão de não se acomodar, de não se esconder, de sair de casa, de conhecer pessoas, de ir à luta.
Ao lesionar minha medula, eu precisei me redescobrir. De um dia para o outro, sem nenhum preparo, me vi num corpo desconhecido para mim, totalmente diferente do que eu estava acostumado.
Mais de dez anos depois, me sinto como se sempre tivesse sido cadeirante. Rever fotos antigas de antes do acidente é, para mim, algo meio estranho. Parece que aquele cara das fotos nunca existiu, parece que não sou eu.
Hoje vivo com um pé na esperança de um dia voltar a andar, e as quatro rodas bem apoiadas no chão, sabendo que isso é praticamente impossível.
Porque primeiro deve ser descoberta uma cura, e depois essa cura tem que estar acessível a mim, financeiramente falando. Se para a medicina, um prazo de 10, 15 ou 20 anos é algo plausível, para mim significa um tempo meio que... longo demais.
Por isso vou tocando a vida como uma pessoa normal. Busco ser feliz como qualquer um, e pra mim isso significa dar muito beijinho na boca linda e macia da Letícia, não deixar nada faltar para minha mãe e meus filhos, poder acelerar cada vez mais meu kart, errar, acertar, cair, levantar, enfim... Viver!
Uma vez uma amiga pediu que eu escrevesse algo para ser publicado no site da Rede Saci, destinado a pessoas com deficiência.
Estes dias fiz uma nova amizade, e comentei que sou cadeirante e piloto de kart. Ele elogiou minha iniciativa, minha alegria, e isso me fez lembrar daquele artigo.
É de 2004, mas continua atual pra mim, já que minha maneira de pensar continua a mesma.
Espero que gostem. Pelo menos podem conhecer o meu ponto de vista sobre o assunto.
LIÇÃO DE VIDA OU APENAS O DESEJO DE SER FELIZ?
Primeiro vou me apresentar. Me chamo Alex, tenho 33 anos, e estou paraplégico há quatro anos e meio devido a uma lesão por arma de fogo após reagir a um assalto.
Acredito que quando uma coisa como essa acontece, devemos nos apegar naquilo que nos restou, e não naquilo que perdemos. E acreditem, um paraplégico ainda tem muito o que fazer na vida.
Hoje em dia, por exemplo, estou fazendo teatro. Algo impensável antes do acidente.
Faço parte de um grupo teatral chamado Oficina dos Menestréis. Mais especificamente, participo de um projeto experimental desenvolvido pelo diretor Deto Montenegro.
Esse projeto teve início em maio de 2003, e a proposta do Deto era formar um grupo com cerca de vinte cadeirantes com o intuito de montar um espetáculo teatral/musical.
Tivemos quatro meses de curso, cujo método original - destinado a andantes - foi totalmente adaptado para os cadeirantes pelo Deto, e quatro meses de montagem do espetáculo. A peça escolhida foi o musical Noturno, de Oswaldo Montenegro.
Foram quatro apresentações em dezembro de 2003, todas com "casa cheia". O resultado foi tão bom que voltamos com mais duas temporadas, uma em fevereiro e outra em março de 2004, num total de quatorze apresentações.
O mais legal nisso tudo é que, ao final de cada apresentação, o público tinha total liberdade para subir no palco e vir falar com o elenco.
E foram inúmeros os casos de pessoas virem falar comigo com lágrimas nos olhos, confessando terem vivido uma das maiores emoções de suas vidas. Algumas nunca tinham ido a um teatro, e se diziam gratas por termos lhes proporcionado momentos tão bons.
Claro que tudo isso envaidece, massageia o ego. Você estar fazendo algo que gosta, e ter o seu trabalho reconhecido é algo que não tem preço.
Isso sem falar naquelas pessoas que diziam que nós éramos lições de vida, por sermos deficientes e mesmo assim mostrarmos tanta alegria, tanta disposição.
Esperem aí. Demorei mas cheguei onde eu queria.
O que uma pessoa portadora de deficiência mais deseja? Se tornar uma lição de vida ou simplesmente fazer as mesmas coisas que uma pessoa dita "normal"?
Acredito que a segunda opção é a mais correta. Afinal, nós lutamos contra qualquer tipo de discriminação, e isso significa que queremos ser iguais a todo mundo.
Confesso que eu nunca acordei e pensei: "Bom, hoje darei uma lição de vida pras pessoas". Pelo contrário, eu acordo e penso: "Pô, eu queria dormir mais um pouco, mas tenho que trabalhar (ou estudar, que seja)". Além disso, seria muita pretensão eu, com tantos defeitos, querer servir como lição de vida.
O xis da questão é esse. Um deficiente quer trabalhar, estudar, namorar, se divertir como qualquer pessoa. Queremos fazer essas coisas não pra servirmos de exemplo nem darmos uma lição de vida pras pessoas. Queremos fazer essas coisas porque isso nos faz felizes. Não fazemos isso pelos outros, fazemos por nós mesmos.
Não há mal nenhum no fato das pessoas ficarem admiradas ao verem um deficiente superar algumas barreiras. Se de alguma forma isso animar as pessoas a tentarem resolver seus problemas, tudo bem.
Só não podemos deixar esse tipo de coisa nos subir à cabeça, e começarmos a achar que somos mais do que alguém. Não somos mais, nem menos. Somos iguais.
Queremos apenas ser felizes. Afinal, ser feliz é uma necessidade.
*Alexander Corrêa de Araujo, 33 anos, é ator. Aos 29 anos ficou paraplégico após reagir a um assalto.
--------------- *Nota: Artigo publicado na Rede SACI em 26.Abr.04.
Homens engravatados e mulheres de salto alto desfilando por aqueles longos corredores. Enquanto ela aguarda para falar com um deles, só tem uma certeza em seu coração: gostaria de estar em qualquer lugar, menos ali.
Não que seja uma menina inocente cercada por tubarões. Ela sabe muito bem desempenhar o seu papel. Tem jogo de cintura, conhece as regras do jogo.
Talvez por isso mesmo não suporte mais esse lugar de pessoas bem vestidas e mal intencionadas.
Perdida em pensamentos, se lembra de um tempo em que a vida era simples e gostosa. A biblioteca de painho, as estórias que ele lia para ela, e que a tornaram apaixonada por livros. Inesquecíveis A Ilha do Tesouro e Reinações de Narizinho!
Ah brisa quente de Itaparica, que envolve e faz sonhar! Os melhores momentos de sua vida foram passados lá. Pés no chão, banhos de rio e de mar, quanta saudade!
Agora é obrigada a conviver com a frieza do mármore e dos corações. Ela acompanha o tic tac lento e torturante do relógio, contando os minutos que faltam para finalmente se ver livre de novo.
Quer voltar para sua Bahia tão amada, para o fim de tarde com amigos, para os vestidos leves e os pés descalços.
Enquanto não pode, se refugia em seu reino encantado, virtual e carinhosamente preparado. Ali encontra o aconchego que o belo apartamento funcional não lhe pode oferecer.
“Ele já pode recebê-la.”
Com essas palavras ela desperta de seus devaneios. Após horas de espera, finalmente terá sua entrevista.
Perguntas feitas, perguntas respondidas. Hora de voltar para casa.
Casa? Sua casa, seu verdadeiro lar, está a centenas de quilômetros dali.
Ela sonha com o dia em que poderá se declarar livre. Nesse dia jogará os sapatos para o alto, e descalça correrá para o aeroporto.
E ao fundo, alguém estará cantando:
“I don´t want to stay here I wanna to go back to Bahia”
Hoje pedi permissão ao planeta e me dei o direito de um banho bem demorado.
Ali, com a água morna caindo na cabeça, muitas lembranças me vieram à mente. Pensei no quanto eu e esse elemento precioso estamos ligados.
Muitas de minhas melhores recordações estão relacionados com a água.
Água do mar... Tão bom ficar ali flutuando nas marolas, com o céu como testemunha. O cheiro do mar, a maresia, água de coco e meninas de biquini... kkkkkkkk
Água de rio, de cachoeira... Trilhas desastradas, sobes e desces cansativos, quase exaustivos, e um banho gelado de cachoeira como recompensa...
Água dos céus... Banho de chuva, brincadeiras de criança como chutar poças d´água, ou simplesmente deixar a chuva lavar o corpo e a alma...
A água estimula meus cinco sentidos... Adoro o cheiro da terra, da grama molhada, sinto prazer quando ela escorre pelo meu corpo me aquecendo ou refrescando, fico romântico ao observar a chuva pela janela do meu quarto, durmo bem ao ouvir as gotas de chuva no telhado, e que delícia um simples copo d´água quando se tem sede!
Somos cerca de 70% água. Também cerca de 70% da superfície do nosso planeta são cobertos por água.
Paradoxalmente, a água pode destruir, pode matar.
Mas, acima de tudo, água é vida, é bênção de Deus!
Sei que praticamente ninguém visita isto aqui, mas tudo bem.
É um espaço pra que os amigos possam visitar quando querem saber o que ando aprontando.
Porém, para minha grata surpresa, este é um espaço mais globalizado do que eu imaginava... kkkkkk
A imagem abaixo prova isso:
Clique na imagem para ampliar
Vejam meu relatório de visitas:
É natural que minha fama tenha chegado a lugares como Estados Unidos, Argentina, Portugal, Alemanha e França. Mas... Suiça? Romênia? Bulgária? Rússia? Malásia? Uau, sou praticamente uma celebridade mundial... kkkkkkkkk
A meta pra este ano é conseguir uma visita da África, e uma da Oceania. Aí estarei presente em todos os continentes... kkkkkkkk
Superar barreiras. Algo comum no dia a dia de todos, mas essa frase ganha significado especial na vida desses atletas que superam altas velocidades e batem limitações físicas. Apoiada pela Sabesp, a equipe de Parakart lança a Copa Sabesp de Parakart, com início em 19 de fevereiro.
Em cerimônia na tarde do dia 11, no antigo Parlatino do Memorial da América Latina- prédio que atualmente sedia a Secretaria Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência - Fábio Uzunof, organizador do evento esportivo, prestou homenagens à secretária doutora Linamara Batistella, fisiatra há mais de 30 anos. A pasta foi criada há três anos, durante o governo de José Serra. “A escolha da doutora Linamara como nossa madrinha na competição de Parakart é gratificante, pois eu a indico como a maior autoridade para falar sobre a pessoa deficiente”.
Representada por Luiz Antonio de Castro Olyntho, a Sabesp assinou o contrato de incentivo através da Lei do Esporte e tornou-se a patrocinadora master do campeonato de kart para pilotos com deficiência física. Olyntho falou da ampla ação de apoio da empresa ao esporte, inclusive a outras modalidades desportivas que promovem a inclusão de deficientes. “A iniciativa de apoiar o Parakart consolida o programa de inclusão social iniciado pela Sabesp há dois anos e que inclui o patrocínio à equipe paraolímpica do Esporte Clube Pinheiros”.
Também presente, Cleyton Pinteiro, presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo, agradeceu o patrocínio e se emocionou ao falar da importância da parceria. “Obrigado Sabesp, vocês estão dando apoio a um projeto maravilhoso. Nenhuma das categorias automobilísticas é mais importante para a CBA do que o Parakart. Com o apoio que a Sabesp empresta a esta categoria, poderemos levar a um número maior de cidadãos a possibilidade de praticar um esporte que, de outra forma, não teriam condição”.
Após a apresentação de um vídeo sobre a modalidade, a secretária falou sobre a iniciativa. “Pessoas com deficiência fazem parte da diversidade do mundo. Avançar no processo civilizatório, conferir legitimidade à cidadania de uma sociedade, é garantir o direito de todos. Justiça é direito de escolha. Direito de escolha até mesmo do esporte ao que quero me dedicar. São Paulo está dando um grande exemplo pro mundo através do Parakart”.
“A responsabilidade social é um dos pilares da ação da Sabesp. Certamente porque trabalhar com meio ambiente e garantir saneamento já é parte importante da saúde e do desenvolvimento de uma sociedade, mas ela vai além. A Sabesp tem sido uma grande parceira dessa secretaria não apenas financeiramente, ela também incorpora o conceito de que é preciso atender a todas as demandas da sociedade”, ressaltou Linamara.
Representando os atletas da categoria, Tales Lombardi vestiu mais do que a camisa da Copa Sabesp de Parakart. O piloto desfilou com um macacão com a marca da empresa e da categoria e personificou a paixão de todos os presentes pelo esporte. “O automobilismo por natureza é muito caro e esse incentivo vai trazer mídia, melhorias nos equipamentos, etc. Mas, acima de tudo, vai mostrar para todos, deficientes e não deficientes, que é possível fazer coisas inimagináveis se tivermos apoio”.
O projeto do Parakart teve início pelo preparador Domingos Zamora e pelo empresário Neidyr Cury Filho, em 2008. Disputada há três temporadas, a categoria foi homologada pela CBA e em 2009 teve seu primeiro Campeonato Brasileiro. Em 2011, o campeonato leva o nome de Copa Sabesp de Parakart e espera a participação de 20 competidores.
Hoje abri meu e-mail, e recebi uma ótima notícia: o Parakart conseguiu fechar um contrato de patrocínio para a temporada 2011.
Daqui em diante nosso antigo macacão vermelho e branco dará lugar ao novo azul e branco da SABESP.
Que essa parceria possibilite trazer novos irmãozinhos cadeirantes ou muletantes para o nosso esporte, que tanto nos dá prazer e melhora tanto a nossa autoestima, como a de nossas famílias e amigos.
Ok, ok... Não posso esconder isso de vocês nem mais um segundo...
Às vezes eu abandono este blog, e quando algumas novidades se acumulam eu venho e posto tudo de uma vez, mas com data retroativa... kkkkkkkk
Acabei de postar, por exemplo, falando das 500 Milhas da Granja Viana e do Torneio Endurance em Interlagos, mas coloquei as datas em que os eventos ocorreram, e escrevi como se tivesse acabado de correr... hehehe
Espero que isto não acabe com o meu restinho de credibilidade... kkkkkkkkk
Ontem eu recebi um e-mail do Mingo querendo saber quem estava disponível para participar de uma prova no Kartódromo de Interlagos.
Tem corrida de kart, tô dentro! kkkkkkkkk
E como foi legal, viu!
Tratava-se do 1º Torneio 5 Horas Endurance - ADC Mercedes-Benz, com apoio da Sabesp e participação de 73 pilotos divididos em 13 equipes.
Endurance é uma prova de longa duração, onde os pilotos de cada equipe vão se revezando.
O Parakart esteve lá a convite da Sabesp, e mandamos bem viu... kkkkkkk
Após alguns probleminhas no início da prova, cada piloto que foi pra pista deu o seu melhor, e aos poucos fomos recuperando posições. Largamos em 12º, e ao final da prova chegamos num maravilhoso 4º lugar.
Tava um dia lindo, um calor danado, e a disputa correndo solta na pista.
Quando chegou minha vez d eir pra pista, começou a bater um ventinho estranho, umas nuvenzinhas foram se aproximando, e foi só eu completar minha primeira volta que desabou um verdadeiro dilúvio... kkkkkkkk
Galera, choveu muito mesmo. imaginem eu naquele temporal, correndo com pneu liso (pra pista seca). Pista alagada, quando passava numa poça, parecia uma onda me incobrindo.
Como pra mim "quanto pior, melhor", nem preciso dizer como foi divertido correr nessas condições... kkkkkkkk
Coloquei em prática o que aprendi no Brasileiro 2009, quando corremos pela primeira vez na chuva.
E até que não fui mal. Peguei em sexto e entreguei em sexto.
Daí o Rafael entrou, e conduziu nosso kart ao quarto lugar. O primeiro pódio e o primeiro trofeu por equipes do Parakart.
Fazer parte desse momento histórico pra gente foi algo indescritível.
E rendeu frutos, como vocês poderão ver nas minhas próximas postagens.
E finalmente tive o gostinho de participar de uma 500 Milhas.
E como foi? Ora, o título do post diz tudo... hehehe
Galera falou o seguinte pra mim: Alex, sabe aquela paradinha que a gente dá na saída dos boxes antes de voltar pra pista? Não pare. Feche os olhos e entre, senão não vai conseguir sair do lugar.
Então eu fiz né... kkkkkkkkk
Galera, é muito carro, é muito doido!
Em curvas onde eu normalmente frearia, nem freava. Aliás, não adiantava frear, porque o carro de trás vinha e empurrava.
Em curvas super fechadas, eu olhava pra um lado tinha carro, olhava pro outro, tinha carro, atrás, tinha carro. E pancada de todo lado... kkkkkkkkk
Se eu sobrevivi a isso, sou capaz de passar por qualquer coisa.
Aquelas pancadinhas que eu tomava nas disputas do Parakart e que tanto reclamava, não reclamo mais. É tudo fichinha se comprado com as 500 milhas... kkkkkkkk
Pra terminar, uma fotinho minha no kart, que resume tudo... kkkkkkkkk
"As 500 Milhas da Granja Viana foram criadas em 1997 para servir de festa de encerramento da temporada automobilística. Começou com grid relativamente baixo, mas revelou de cara um nome que se transformaria num dos principais pilotos brasileiros de todos os tempos - Felipe Massa. Ainda em início de carreira, Felipe integrou o time que venceu a edição pioneira. Revelou também uma superequipe, formada por Rubens Barrichello e Tony Kanaan e que se transformaria na maior referência da prova, com oito títulos conquistados até agora, vários deles na companhia do dublê de piloto e promotor Felipe Giaffone e outros com parceiros eventuais como o próprio Massa, Lucas di Grassi e Christian Fittipaldi. Além disso, com o ganho de projeção que adquiriu ao longo do tempo, atraiu personagens ilustres das mais importantes categorias do automobilismo mundial no auge da carreira, como Juan Pablo Montoya, Alex Zanardi, Dan Wheldon, Jimmy Vasser e vários outros.
O atual campeão Felipe Massa é a ausência mais sentida. O piloto da Ferrari embarca nesta sexta-feira para Valência, onde participará do Ferrari Day ao lado do companheiro Fernando Alonso. A briga pela pole deverá ser intensa e envolver as equipes que dominaram os ensaios desde a abertura da pista na terça-feira, entre elas as lideradas por Barrichello, Bia Figueiredo, Vítor Meira e Nelsinho Piquet. Entre os especialistas estão o italiano David Forè, penta mundial, e Rubens Carrapatoso, campeão mundial em 1998."
Para quem não sabe, essa é considerada umas das mais tradicionais provas de longa duração dessa categoria no mundo!
É disputada desde 1997, e dela participam os principais nomes do automobilismo brasileiro, além de vários nomes de prestígio internacional.
O Parakart, claro, estará presente. Incluindo o cabeçudinho aqui.
Hoje estavam previstos dois treinos. O primeiro transcorreu sem problemas. Eu iria pra pista no segundo treino, mas a chuva levou meus planos por água abaixo, literalmente... kkkkkkk
Mais um desafio pra mim. Sábado vou pra pista sem conhecer o carro (cujo motor é 30% mais rápido que os utilizados pelo Parakart). Quanto ao traçado, me restou ficar observando e fazê-lo na cabeça. Pelo menos conhecemos bem as retas e curvas da Granja Viana.
Por falar em curvas, as mais belas e perigosas ficam fora da pista... Se é que me entendem kkkkkkk
Nem posso ficar falando muito, mas quem já esteve num evento desses, sabe que é nervoso viu! Affffff! Depois publico umas fotos... hehehe
Hoje passaram por mim a Bia Figueiredo e o Rubinho Barrichello, mas deixei a tietagem pra sábado... hehehe
Bom, por enquanto é isso... Obrigado a todos que entram nisto aqui!
Beijo pra quem é de beijo e abraço pra quem é de abraço! :)
Depois da sua temporada mais disputada, chegou ao final a Copa São Paulo de Parakart 2010...
O título ficou com o Rafael Rodrigues. Muito merecido, na minha opinião, afinal o cara vinha de três vices (dois no Brasileiro e um na Copa São Paulo 2009).
O segundo lugar ficou com o Thiago Cenjor, o terceiro com o Stéphane Malle (vencedor desta última etapa) e o quarto com o Daniel Moraes.
Na disputa pelo quinto lugar, o José Pacheco levou a melhor. Merecidamente, aliás, pois ele deu show e abocanhou o segundo lugar na etapa.
Eu já sabia que teria dificuldades, mas mesmo assim larguei em sexto e cheguei em nono. Com isso conquistei oito preciosos pontos.
Resultado: terminei o campeonato num delicioso sexto lugar!
Pra quem acha pouco, é a mesma posição conquistada pelo Felipe Massa no campeonato de Fórmula 1 deste ano... hehehe
Meu próximo desafio é fazer um bom papel nas 500 Milhas de Kart Granja Viana.
E depois, só em março do ano que vem. Já estou com saudade dessa adrenalina toda hehehe... :)
Classificação final da Copa São Paulo de Parakart 2010:
500 Milhas de Kart Granja Viana: 27 de Novembro de 2010
Sábado é dia da última etapa da Copa São Paulo de Parakart 2010.
Pra mim foi um ano muito vitorioso, e sobre isso falarei depois. Mas independente do resultado de sábado, estou feliz dimais da conta sô! hehehe
Hoje eu treinei, e sinceramente já saí mais otimista de um treino. Com uma boa dose de sorte, eu chego ao pódio. Mas o mais provável é terminar o ano brigando por alguns preciosos pontos.
Com o campeonato praticamente decidido, a briga boa está pelo quinto lugar. São cinco pilotos com chances, e eu inicio essa disputa com uma vantagem de cinco pontos.
Agora é conter a ansiedade e dar o meu melhor no sábado... Até lá! :)
Após 9 etapas:
Última etapa da Copa São Paulo de Parakart: 13 de Novembro de 2010
Entre uma corrida e outra, eu fico procurando algo pra ocupar meu tempo livre.
Dia desses resolvi trocar todos os interruptores e tomadas do apê.
Minha nova mania é montar quebra-cabeças. Comecei por este aqui:
Ele tem 3.000 peças, e gastei exatas 110 horas distribuídas em 11 dias para montá-lo (com participação especial da minha mãe, sempre incentivando minhas doideiras kkkkkkk).
Amanhã vou comprar cola, pra depois emoldurá-lo. Vai ficar bem legal na parede. Galera vai entrar e dar de cara com ele... kkkkkkk
E já vou comprar mais um, desta vez de 2.000 peças.
E tô a fim de comprar também um daqueles modelos Revell.
O lance é manter a cabeça ocupada e as mãos longe do teclado do PC... kkkkkkkk
Na noite anterior eu fico tão ansioso que acabo perdendo o sono. Fico que nem uma coruja na net e na TV, e no fim das contas durmo umas quatro ou cinco horinhas no máximo.
Ao acordar, vou logo ligando o PC pra ver algumas imagens do kartódromo (as corridas têm transmissão ao vivo pela net). Também corro olhar pro céu, torcendo pra não ter sinais de chuva.
E justamente foi essa a minha primeira preocupação. O tempo estava realmente nublado, com grande possibilidade de chuva.
Botei meu macacão, minhas botas, peguei minha bolsa com o capacete e o restante do equipamento e segui pro kartódromo.
Passei as quase duas horas que antecediam a corrida olhando pro céu carregado.
Chuviscava, parava, chuviscava de novo, parava de novo. Por várias vezes dissemos uns aos outros: Ih, não vai rolar. Já era. Fica pra próxima.
A cinco minutos para nossa tomada de tempo, ainda caiam gotículas de chuva. Mesmo assim fomos para a pista, na esperança de fazer pelo menos a classificação.
Mas aí acabou dando tudo certo, a chuva foi embora e teve classificação e corrida.
Na minha primeira volta rápida, eu subi pra terceiro. Depois caí pra sexto e mesmo dando o meu máximo, não consegui melhorar minha posição.
Fiz uma boa largada, e procurei evitar acidentes. Caí uma posição na primeira curva, mas encontrei um lugarzinho ali em sétimo.
A partir daí, a estratégia era me manter próximo dos carros da frente, e lá pelo meio da corrida entrar forte na briga por um lugar no pódio.
Mas logo na terceira volta, dois carros que estavam à minha frente se enroscaram e subi pra quinto. Pouco depois outro carro teve problemas e subi pra quarto.
Os três primeiros estavam disparados na minha frente, mas por outro lado eu conseguia manter confortáveis três segundos de diferença pro pelotão que vinha atrás.
Mesmo mantendo um ritmo mais lento do que poderia, eu percebi que era mais rápido que o pelotão de trás. Na minha frente, simplesmente os três pilotos que lideravam o campeonato.
Até brinquei depois da corrida, dizendo que assisti a corrida de camarote, do melhor lugar do kartódromo... hehehe
Resultado final: um maravilhoso quarto lugar (considerando as provas de Valinhos, já são seis pódios consecutivos), que me fez subir de nono para quinto no campeonato, com cinco pontos de vantagem para o sexto.
Dia 13 de novembro vai rolar a última etapa da Copa São Paulo 2010, e definitivamente estou na briga pelo quinto lugar.
Resultado dos sonhos, para quem há quatro corridas era 14º... hehehe
Para quem frequenta isto aqui e ainda não sabe, semana de corrida é assim: treino na quarta para conhecer o traçado e corrida no sábado.
O treino da quarta serve também para dar umas arriscadinhas, descobrir a melhor maneira de atacar as curvas e em quais delas é desnecessário usar os freios.
Claro que as pessoas curtem mesmo as retas, afinal elas querem velocidade. Mas as corridas são decididas mesmo nas curvas.
Contornar bem uma curva significa velocidade maior na reta e uma chance maior de ultrapassagem, ainda mais se a gente tem coragem suficiente pra frear "pra lá do Deus me livre", como eu costumo dizer... kkkkkkk
Sobre o treino desta quarta, mais uma vez saí super satisfeito. O traçado é bem a minha cara, com uma ótima sequência de curvas (o meu forte). Além disso, o traçado inclui o chamado "curvão", uma curva inclinada, feita com pé embaixo, e que antecede a curva da reta principal, também feita tuchando o pé. Com isso chegamos ao final da reta principal com aceleração plena, no limite do Parakart.
O único porém do traçado é uma curva feita à esquerda, onde o fundo do kart inevitavelmente bate forte no chão.
É mais uma corrida com grande chance de pódio. Resta torcer pra tudo dar certo no sábado.
Lembrando que nesta reta final de campeonato, eu entrei na briga pelo quinto lugar... :)
Ah, nem dava pra dar outro título para este post. Apesar da minha "vida de piloto" ter começado apenas no ano passado, posso dizer sim que mandei bem pra caramba... hehehe
Em segundo no grid, consegui uma excelente largada e pulei pra primeiro antes da primeira curva. A partir daí foram praticamente dez voltas na liderança, sofrendo uma pressão incrível do Rafael (simplesmente o líder do campeonato 2010, além de duas vezes vice campeão brasileiro e uma vez vice na Copa São Paulo). E apesar dessa pressão toda, consegui me manter concentrado e praticamente não cometi erro nenhum.
Só que... o Rafael é muito bom (vide o currículo do cara ali em cima), e no meu único vacilo me ultrapassou, muito mais por méritos dele do que por falha minha.
O legal é que a tendência daí pra frente seria receber pressão do Stéphane e do Thiago, que vinham logo atrás. Mas a pressão não aconteceu, e bastou eu manter a concentração nas cinco voltas finais e garantir meu melhor resultado até hoje pela Copa São Paulo.
Além disso, foram vinte pontos preciosíssimos que, combinados com a falta de sorte dos meus adversários, me colocaram na briga pelo quinto lugar da Copa.
Hoje estou em nono, mas apenas nove pontos me separam do quinto, a duas corridas do final.
Que essa tsunami de sorte continue, e na próxima etapa eu consiga mais uma boa corrida.
E a prova disso é que... Sou bicampeão em Valinhos! hehehe
E foi um dia muito especial por outros motivos. Conheci pessoalmente um casal de amigos depois de dois anos de amizade virtual, e meu filhote foi torcer por mim com a namorada.
Juntando com a minha mãe, foram cinco pessoas... Minha maior torcida... kkkkkkk
Bom, vamos à história da corrida...
Eu brinquei muito com a história de ser o primeiro campeão de Valinhos, e que ia pra lá defender o meu título, etc. Mas a verdade é que eu ficaria muito feliz com um lugar no pódio.
Tanto que minha primeira preocupação foi saber quantos pilotos correriam e quantos iriam ao pódio.
Aí veio a primeira surpresa: somente sete pilotos iriam correr, e seis seriam premiados. Desses sete que correriam, três não conheciam a pista.
Isso me colocava na briga pelo terceiro lugar, já que na minha opinião a vitória ficaria entre dois pilotos: O Stéphane e o Rodolfo.
Com o pódio praticamente assegurado, só me restava fazer uma corrida sem erros, como sempre.
A próxima surpresa foi que, devido a problemas na cronometragem, o grid de largada foi sorteado. Claro que eu larguei lá atrás né? kkkkkkk
Com o acidente do Mario na classificação, apenas seis carros largaram. Com o Stéphane largando em sexto, a corrida estava na mão do Rodolfo, que largou em segundo. E eu, na quinta posição, mais do que nunca faria uma corrida de espera.
Quando a corrida começou, eu usei a experiência e fui fazendo a minha corrida. Entre acidentes e ultrapassagens, ganhei uma posição, depois outra e outra.
Lá pelo meio da corrida eu já era o segundo. O Stéphane vinha em quarto e o Rodolfo em quinto, depois de bater.
Foi quando eu pensei: Agora que eu estou em segundo, quero ganhar essa bagaça. Agora eu vou mesmo correr pra defender meu título.
E foi uma corrida maravilhosa, cheia de emoção. O Romar, que havia largado em primeiro, fez uma corrida brilhante. Tentei ultrapassá-lo de todas as formas, mas ele não deu uma brecha sequer.
Ou melhor, deu apenas uma brecha, e foi por ali que eu passei.
A essa altura faltavam cinco voltas para o final, e foi só manter a concentração e levar o carrinho até ao final.
Não comemorei muito por causa de um acidente na última volta com o Popó. Mas confesso que nem isso me tirou o delicioso sabor da vitória.
Diferente da primeira, essa vitória não veio por sorte, e sim depois de muito esforço e competência. Até ali foi a minha melhor corrida.
Como eu falei algumas postagens atrás, depois do começo de campeonato horroroso que eu fiz, deixei de me preocupar com a classificação e passei a correr atrás apenas dos pódios.
Mas confesso que depois dos últimos resultados voltei a me animar.
Ao observar a tabela, percebi que hoje existem três disputas distintas: quatro pilotos lutam pelo título, quatro lutam pelo quinto lugar e quatro lutam pelo nono lugar.
Eu entrei nesse terceiro grupo. Hoje sou o décimo, dois pontinhos atrás do nono. A partir daí fica muito difícil conseguir uma posição melhor, já que 19 pontos separam o oitavo do nono, e num campeonato tão equilibrado, essa é uma diferença imensa.
De qualquer forma, se eu conseguir o nono lugar será uma evolução em relação ao ano passado, quando fui 13º. Ainda mais depois do meu início ruim, o nono lugar é uma posição muito digna, e eu vou atrás dela.
Motivação não me falta. :)
Próxima etapa da Copa São Paulo de Parakart: 25 de Setembro de 2010
Caras, acreditem ou não... eu consegui mais um pódio!!!!! Uhuhuuuuuuu!!!!!
Foi a velha história de sempre: fiz um ótimo treino na quarta-feira, e hoje, na classificação, mandei bem de novo e consegui um excelente segundo lugar no grid.
E tem mais: pela primeira vez eu briguei de verdade pela pole. Estava super confiante, super à vontade no carrinho, e disputei a pole volta a volta, até o finalzinho da classificação.
Na largada eu perdi uma posição, e ao longo da corrida perdi mais duas. Ainda assim fiquei mais do que satisfeito com o quinto lugar.
Confesso pra vocês que ainda não me vejo no mesmo nível dos caras que brigam pela vitória, então o que eu quero mesmo é pódio e trofeuzinho. Chegar em quarto, quinto ou sexto pra mim dá na mesma, o que vale é trazer um trofeuzinho pra casa.
Pode parecer um pensamento meio modesto, até mesmo derrotista, mas quando vejo que ao final da corrida chegaram à minha frente apenas os quatro pilotos que estão na briga pelo campeonato, eu já me sinto um vencedor.
E numa dessas eles dão um vacilo e eu vou pras cabeças... hehehe
Próxima etapa da Copa São Paulo de Parakart: 25 de Setembro de 2010
Definitivamente a minha má fase passou, e em grande estilo.
Vencer em Valinhos foi maravilhoso pelo resultado em si, mas sempre fica aquela sensação de que foi apenas uma corrida de demonstração, de que foi sorte, de que as feras não estavam todas lá, etc.
É na Granja Viana que o bicho pega pra valer.
Então eu precisava muito de um bom resultado na Granja pra afastar qualquer dúvida de que posso brigar de igual para igual com os outros pilotos.
E o resultado veio!
Larguei numa excelente quarta posição, subi para terceiro na largada, depois perdi uma posição e cruzei a linha de chegada em quarto lugar, minha melhor posição na Granja!
Após largar na quarta posição, a estratégia era fazer uma corrida conservadora, sem erros, administrando o resultado. E foi exatamente o que eu fiz.
Procurei fazer um traçado defensivo, sem dar espaços para ultrapassagens. Isso fez com que eu mantivesse um ritmo mais lento que os outros pilotos, e consequentemente sofresse algumas pressões.
Mas consegui administrar bem a corrida, chegar no quarto lugar e trazer um trofeuzinho para casa!
Com esse já são três no ano. Restam quatro corridas, e se eu conseguir mais um ou dois trofeus já está bom demais! :)
Próxima etapa da Copa São Paulo de Parakart: 28 de Agosto de 2010
Puxa, parece que finalmente as nuvens negras se dissiparam.
Começou com a disputa do Campeonato Brasileiro, onde repeti o oitavo lugar do ano passado e voltei a andar entre os dez primeiros depois de três longas corridas.
Aí veio aquela corrida maluca em Valinhos, onde mais maluca ainda foi a minha vitória... hehehe
Hoje eu novamente acelerei meu kart 34, no treino para a sexta etapa da Copa São Paulo de Parakart.
Mais uma vez fiz um bom treino, e estou muito confiante para a corrida de sábado.
A vitória em Valinhos realmente tirou um peso enorme das minhas costas. Eu comecei o ano animado, depois veio a frustração e agora estou com uma sensação gostosa de missão cumprida. Embora esteja apenas no 14º lugar do campeonato, a primeira vitória literalmente salvou o meu ano.
Daqui pra frente o que vier é lucro, e acima de tudo, acreditem: estarei me divertindo. :)
Próxima etapa da Copa São Paulo de Parakart: 07 de Agosto de 2010
Quando vi a lista da galera que ia pra Valinhos, confesso que minhas pretensões de pódio diminuiram bastante.
Afinal, dos oito primeiros no Brasileiro, seis estariam em Valinhos.
A esses seis, podíamos somar outros dois que não correram na Granja Viana, mas que haviam treinado em Valinhos e estavam entre os favoritos para a corrida.
Ou seja, na melhor das hipóteses eu brigaria por um sétimo lugar, e já que apenas os cinco primeiros estariam no pódio, não seria dessa vez que eu traria um trofeu para casa.
Felizmente pra mim, na prática a teoria é outra... hehehe
A pista era uma doideira. O circuito foi montado dentro de um parque, o asfalto estava soltando, a pista era super estreita e perigosa, os pneus patinavam como se estivéssemos na chuva. Enfim, as condições mais adversas possíveis.
Eu costumo dizer que, pra mim, quanto pior, melhor. Então estava curtindo demais aquilo tudo... hehehe
Veio a classificação, e a primeira surpresa do dia: marquei o terceiro tempo.
Numa pista com pouquíssimos pontos de ultrapassagem, era um passo enorme rumo ao pódio. Basicamente eu só precisava fazer uma corrida sem erros. E foi o que eu fiz.
Enquanto os dois líderes disparavam na frente, eu me preocupei em não errar. O carro escorregava pra cá e pra lá, nas freadas eu tomava uns empurrões do kart de trás, mas tava tudo bem, tudo sob controle.
A cinco voltas do final eu passei por um kart batido, e tive a impressão de que era o que vinha em segundo lugar. Na curva seguinte, outro kart parado, e a impressão de que era o que vinha em primeiro.
Pensei comigo: ah não, seria muita sorte. Vou manter a concentração e garantir aqui o meu terceiro. Depois a gente vê o que acontece.
Ao final da corrida eu vibrei pois sabia que tinha chegado ao pódio, se em primeiro, segundo ou terceiro, eu não sabia. Mas estava no pódio... hehehe
Depois de longos 40 minutos veio a confirmação: o bonitão aqui tinha conseguido a primeira vitória na carreira!
Ah cara, foi legal demais! As pessoas estavam realmente felizes por eu ter vencido. E eu tirei a maior onda... hehehe
Afinal me tornei o primeiro vencedor na história do Parakart valinhense! Uhuuuuu! :)
Dormindo com o trofeu da minha primeira vitória... hehehe
Nesta noite eu mal dormi. Fui pra cama às 4h30, e às 6h00 já estávamos rumando ao kartódromo Granja Viana, para a disputa do Campeonato Brasileiro.
Chegamos lá pouco depois das 7h00. Tomamos um cafezinho e ficamos curtindo o movimento.
O dia começou muito bonito. Um sol gostoso, uma brisa. O clima entre as pessoas também era dos melhores.
Seriam duas baterias, com um intervalo de cerca de 40 minutos entre uma e outra.
Na classificação para a primeira bateria, eu fiquei meio frutrado, pois em nenhum momento consegui pista livre. Cravei o nono tempo, mas fiquei com a sensação de que poderia ter feito muito melhor.
Já na corrida eu fiz um bom trabalho, sem erros. O único porém foram os problemas físicos que sempre me acompanham. Senti muitas dores nos braços, mas na base da força de vontade consegui ir até o final, e obtive um resultado muito bom: sétimo lugar!
Nossa, há quanto tempo eu não terminava entre os dez primeiros!
Dei um tempo na alegria, e passei a me preocupar em me recuperar para a segunda bateria. Tinha cerca de 40 minutos para me colocar em condições de correr.
Nem saí do kart. Apenas tirei a parte de cima do macacão e melequei os braços de pomada Cataflan, isso sem contar os dois Dorflex que mandei pra dentro... hehehe
Veio a segunda bateria, e... agradável surpresa! Não senti dores! Fiz mais uma boa corrida, e se não fosse uma bobeira no finalzinho, teria repetido o sétimo lugar da primeira.
Resultado: nono lugar na segunda bateria, e na soma dos resultados terminei o Brasileiro no oitavo lugar, que era o meu objetivo.
Agora era só pegar as coisas e rumar para Valinhos.
Depois da disputa do Brasileiro, era hora da gente se divertir um pouco. :)