domingo, 15 de dezembro de 2013

Bocas e Beijos...

CRÔNICA EM DOIS TEMPOS (BOCAS E BEIJOS)
(Alexander Porahy)


PRIMEIRO TEMPO - OS BUMBUNS QUE ME PERDOEM...

... mas para mim sexy mesmo é boca!

Bocas possuem arquiteturas ousadas, fascinantes... Pequenos detalhes que fazem toda a diferença e tornam única cada boca.

Algumas possuem voltinhas nos cantos. Outras, formato de M, praticamente uma Apoteose!

Se vierem acompanhadas de covinhas, ótimo!

E de dentes ligeiramente desalinhados, melhor ainda!

Amo boca, e amo passear por seus contornos. Sou mais feliz em suas curvas, que nas da Rio-Santos...

Boca é para ser apreciada sem pressa, é para ser degustada, desfrutada sem moderação...

Boca é democrática, pode ser bela em donas mais cheinhas ou magrinhas, branquinhas ou moreninhas, japinhas ou mulatinhas.

Boca fascina quando sorri, comove quando faz beicinho e enlouquece quando provoca.

É a mais bela e sugestiva parte do corpo. E para a felicidade dos apreciadores como eu, está sempre desnuda.

Bocas merecem homenagens, merecem poesias, merecem canções...

E não dá para falar de boca, sem falar de beijo.

Ah, o beijo!

Em um bom beijo nós podemos transcender.

E bons beijos ficam marcados para sempre.

.....

SEGUNDO TEMPO - PRIMEIROS BEIJOS...

Meu primeiro beijo foi brincando de salada mista, e eu não queria dar. Nada contra a guria, ela até que era jeitosa, mas eu sempre fui romântico e com ela não rolava sentimento. Então, enquanto ela estava vindo, eu já estava voltando...

Meu primeiro beijo apaixonado teve direito a pegadinha no queixo dela, e esta sim eu não queria mais parar de beijar...

Houve também um primeiro beijo que era para ser só selinho, mas teve pontinha de língua e durou uns trinta segundos. Existe selinho de trinta segundos? Fizemos de conta que sim.

A primeira boca com aparelho que beijei foi tão especial que até hoje fecho os olhos e lembro de sua dona. Lembro também das pernas dela, mas essa é outra história...

Como também é outra história o primeiro beijo dado numa quase estranha, alguém que conheci na rodoviária voltando de Trindade. Estilo riponga, com cabelos negros cacheados, que curtia Elis Regina, amava casquinha de siri e acreditava em disco voador. Tão maluca quanto inesquecível...

Ah, os beijos improváveis...

Por questões geográficas, quase todas as bocas que beijei eram paulistas. Mas houve uma primeira vez com uma boca carioca que foi muito especial. Talvez por causa daquele sotaque cheio de "shis" e daquele sorriso sem igual...

Primeiros beijos... Como geram expectativas! Como geram lembranças!

Quem dera tivesse cuidado para que cada beijo fosse como o primeiro...

Talvez assim nunca houvesse dado um último beijo em alguém.


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